BAGRINHOS:

Tecpar/PR é investigado por fraude em licitação

Deu no Jornal do Estado

Fraude investigada contaria inclusive com participação de servidores estaduais e municipais

O Ministério Público do Paraná (MP/PR) abriu procedimento para investigar licitação realizada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), em agosto de 2007, para contratação de empresa para “elaboração de projetos de tratamento de efluentes líquidos”, no valor de R$ 114.280,00.

De acordo com a denúncia – apresentada pela Transforma Engenharia do Meio Ambiente LTDA – a Monitore Engenharia e Planejamento Ambiental LTDA teria usado de propostas “laranjas” de empresas parceiras para vencer a licitação.

As investigações estão sendo conduzidas pela 6ª Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, promotor Paulo Ovídio dos Santos Lima.

Uma das proprietárias da Transforma, Tânia do Amaral Camargo, denunciou a suposta fraude a partir da análise de emails enviados pela própria sócia Marília Tissot do Amaral Santos para a Monitore, que teria seu esposo, Renault Vieira dos Santos, como proprietário.

Segundo a denúncia, o esquema de favorecimento na licitação teria contado ainda com a participação do então servidor da Diretoria Técnica do Tecpar, Roberto Nara, e da sócia da empresa Cia Ambiental – uma das supostas empresas “laranjas” – Marilza Dias, que é servidora da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba e secretária executiva do Consórcio Intermunicipal para Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos da Prefeitura de Curitiba.

“Cumpre destacar que uma das empresas que aceitou participar da fraude à licitação, subscrevendo proposta fictícia, forjada apenas para justificar a vitória da Monitore, tem como sócia-administradora Marilza Dias”, informa a denúncia encaminhada ao MP.

Através de sua assessoria de imprensa, a Tecpar rebateu todas as acusações, afirmando que é praxe pedir orçamento para algumas empresas antes de definir os valores das licitações, o que justificaria a troca de emails com as especializadas nos serviços. O Instituto lembra ainda que o processo ocorreu há três anos e que até o momento não recebeu nenhuma notificação do MP ou judicial sobre a investigação. Procurada pela reportagem, a secretária executiva do Consórcio Intermunicipal disse que não tem relação alguma com esse processo ou denúncia e, portanto, não o comenta.

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